quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

DIVÓRCIO: Porta larga que conduz muitos ao engano e alguns a perdição eterna ...




O tema deste post não é direcionado aos incrédulos, pois esses primeiramente precisam entender  o que significou a morte de Jesus pelos pecados de toda a humanidade; para que dessa forma, possam receber Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas;  até porque, Deus não leva em conta os pecados no tempo da ignorância, pois o sangue do Senhor Jesus Cristo é poderoso para nos purificar de todo pecado, nos fazendo nova criatura para que possamos andar em novidade de vida

A minha preocupação é com o Corpo de Cristo, principalmente com alguns ministros evangélicos que, as vezes por falta de entendimento dos ensinos neotestamentários, encontram dificuldade quanto a orientação da sua membresia na questão da separação conjugal entre cristãos; quando não, por falta de temor e/ou por conveniência preferem tornarem-se cúmplices do divórcio em detrimento do cumprimento ao que está escrito nas Boas Novas do Evangelho de Cristo.

 PERÍODO DA LEI 
[Velho Testamento]

Porque, primeiro foi formado Adão, depois Eva.
E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.
I Timóteo 2. 13 - 14

Na lei de Moisés, mediante carta de divórcio, 
as mulheres eram repudiadas pelo homem duro de coração que a substituía por qualquer motivo, influenciado pela sociedade judaica que estigmatizava a mulher por ter sido Eva enganada pela serpente e não o homem, chegando a condição de não ser contada na genealogia dos Hebreus.



 PERÍODO DA GRAÇA 
[Novo Testamento]

 Mateus  19.  1 - 12

E ACONTECEU que, concluindo Jesus estes discursos, saiu da Galileia, e dirigiu-se aos confins da Judeia, além do Jordão; E seguiram-no grandes multidões, e curou-as ali. 

 Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? 

 Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, 

 E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? 

 Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 

Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? 

 Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. 

 Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. 

Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar. 

 Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. 



DISSE JESUS:
Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério
 [e o que casar com a repudiada comete adultério].
Mateus 19.  9 

 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas  núpcias. 
Romanos 7. 2 - 3                                

Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido.
(se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido)
 e que o marido não se aparte de sua mulher.  
I Coríntios 7.  10-11

Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone.
E a mulher que tem marido incrédulo e este consente em viver com ela, não deixe o marido.
Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa, e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte, os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. 
Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. 
I Coríntios 7. 12 - 15
                                                                     
A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.
Todavia, será mais feliz se permanecer viúva, segundo a minha opinião;  e penso que também eu tenho o Espírito Santo. 
I Coríntios 7.  39 - 40


CONCLUSÃO

Segundo o Evangelho da Graça, o divórcio concedido por Jesus só é permitido ao homem que foi traído pela esposa que cometeu adultério pela relação sexual ilícita. No caso em que o marido é o adúltero e a esposa traída não quer reconciliação (perdoar), a mesma poderá separar-se por ter sofrido a traição conjugal, assim como por qualquer outro motivo. Entretanto, a mulher separada estará cometendo adultério juntamente com aquele homem que vier a casar-se com ela;  pois, segundo o Espírito Santo por meio do apóstolo Paulo, a mulher cristã que optar pela separação conjugal, deverá permanecer só e pura. 
[até o fim de sua existência ou quando ocorrer o arrebatamento da noiva de Cristo]  
grifo do autor do blog

A exigência bíblica (neotestamentária) que não dá direito ao divórcio para contrair novo casamento, só é válida para a mulher; pois o homem traído que não quer reconciliar-se por motivo do adultério do cônjuge, o qual  provocou vergonha e desonra na vida conjugal do esposo, é concedido pelo Senhor Jesus uma nova oportunidade ao mesmo, a qual consiste em divorciar-se da  esposa adúltera e casar-se novamente. Fato este que não o isenta de liberar o perdão a ofensora; e isto, tão somente por uma questão de salvação pessoal dele e não por obrigatoriedade de reconciliação. 

Este mandamento foi uma ordenança exclusiva do Senhor Jesus aos maridos traídos e não ao gênero humano (homens e mulheres); pois se assim o fosse, também incluiria a mulher quando sofresse a traição conjugal, o que não é o caso. Porquanto, a mulher cristã que sofreu o adultério do marido e optou pelo divórcio por não conceder perdão para reconciliação do casamento, não é permitido que a mesma venha a contrair novas núpcias ou mesmo praticar qualquer forma de fornicação, sob pena de estar incluída no pecado de adultério, tanto ela, quanto ao homem que vier relacionar-se sexualmente com a mulher que optou pelo divórcio.
 Portanto, esta exceção do divórcio com direito a um novo casamento, só é concedida ao homem traído e não a mulher.  

Acredito que, essa exceção de conceder ao homem traído novo matrimônio, dá-se não só pelo fato da reparação da desonra do marido ofendido, mas também para que os filhos que restou de um casamento desfeito sejam beneficiados pela possibilidade de um novo lar, juntamente com a nova esposa que assumirá o papel de mãe, caso haja filhos menores para serem educados no Caminho do Evangelho, como recomenda a instrução bíblica de Provérbios 22. 6:
    Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.


Quanto as feministas gospel (rebeldes) discordarem, no sentido de acharem que o Senhor Jesus  está fazendo acepção no tratamento dado a elas; reflita bem, pois para quem iria ser apedrejada segundo a Lei de Moisés, permanecer só e pura, é uma forma de preservar-se da condenação eterna. 
Contudo, as mulheres cristãs que guardarem esses mandamentos
 (Mateus 19.  9  e   I Coríntios 7.  10 - 11) , 
serão dignas de muito mais honra, misericórdia e Graça da parte do nosso Senhor e Salvador, 
pois sabiamente preferiram obedecer ao Espírito Santo da promessa, O qual nos conduzirá a toda verdade do Evangelho de Jesus e por fim a Vida eterna com  Cristo! 


QUEM TEM OUVIDOS, OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS.
Apocalipse  3. 22 

Paz seja com todos!
JC de Araújo Jorge
                                                                                               
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